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Como manter os mosquitos longe do bebê

Minha filha Catarina nasceu em dezembro, quando o calor estava prestes a começar. E eu quase perdia o sono pensando naquele bebezinho pequeno, indefeso, virando comida de pernilongo. Se você também tem um bebê em casa, deve estar com a mesma preocupação agora no verão. Especialmente se seu filho tem menos de 6 meses de idade, pois nessa fase nem os repelentes em gel ou creme são indicados. Por isso gostaria de compartilhar com vocês as técnicas que usei para manter os mosquitos longe da pequena.

1) Telas nas janelas

Eu considero a melhor coisa a se fazer em uma casa com bebês. Melhor do que remediar a entrada do mosquito é deixá-lo do lado de fora. Há vários tipos de tela, escolha a que melhor se adapta às características da sua casa. Até mesmo se você tem portas que dão para sacadas, há a possibilidade de colocar telas de correr no local. Claro que para o sucesso das telas é fundamental que você mantenha-as sempre fechadas.

2) Mosquiteiro no berço

Antes de instalar as telas no quarto de Catarina, eu usei mosquiteiro no berço. O maior cuidado é sempre verificar se não há um mosquito em seu interior, pois certa vez prendi um pernilongo dentro do berço dessa forma (já viu o estrago!). É importante lavá-lo com frequência, pois ele acumula muita sujeira e pó, o que pode desencadear um processo alérgico nos bebês mais susceptíveis. Se você viajar para a praia com um bebê, saiba que existem berços portáteis com mosquiteiro acoplado (o modelo que tenho, da Burigotto, é muito bom, funciona direitinho e não deixa espaço para a entrada dos mosquitos).

3) Citronela, andiroba, neem

Conhecida por sua característica natural de espantar os mosquitos, a citronela pode ser simplesmente plantada próximo às janelas da casa ou adquirida na forma de óleos ou velas. Cá entre nós acho que não resolve se a quantidade de mosquitos for muito grande, mas lá em casa funcionou bem (pelo menos não vi nenhum mosquito por perto com a vela acesa). Há também velas de formulações alternativas, como a da andiroba (eficiente inclusive contra o mosquito da dengue) e a de neem (planta indiana cuja vela é praticamente sem odor), vendidas em lojas especializadas em produtos para alérgicos. Usei a de neem e de fato o cheiro era quase imperceptível (foi bastante útil durante a fase das mamadas noturnas, pois Catarina ficava bastante tempo fora do berço – e por isso sem a proteção do mosquiteiro; além disso, a luz fraquinha da vela dava um ar bem aconchegante ao quarto). O cuidado deve ser colocar a vela em um local seguro, para evitar acidentes.

 

4) Repelentes em gel ou creme

Só use se o pediatra no seu filho autorizar (e depois de fazer um teste alérgico, colocando em uma pequena região da pele para ver se seu filho não apresenta nenhuma reação). Eu sempre evitei ao máximo, principalmente quando Catarina era menor. Se for usar, aplique nas áreas expostas, longe de boca, olhos e mãos (pois o bebê poderá levá-las justamente levar aos mãos aos olhinhos ou boca). Também evite passar em algum local de alcance das mãos do bebê. Eu aplicava na parte posterior do braço, da cabeça, para que Catarina não alcançasse.

5) Inseticidas de tomada

Não use se seu filho apresentar alergia respiratória, pois ela será intensificada com o inseticida. O melhor é consultar seu pediatra a respeito e verificar se ele autoriza o uso para os filhotes maiores. Os inseticidas em spray não devem ser usados, pois são mais tóxicos do que os de tomada.

E você, tem alguma outra técnica para manter os mosquitos longe dos filhotes? Conta pra gente!